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Quinta, 09 Novembro 2017 12:25

No dia mundial da adoção o Judiciário alerta para o número de crianças maiores em unidades acolhedora

Elas têm direito à convivência familiar

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Nove é o dia mundial da adoção, mas o Poder Judiciário de Rondônia faz uma mobilização durante todo o mês de novembro para alertar a população para a necessidade de se ampliar o perfil entre os pretendentes. "Geralmente quem busca a adoção, deseja, num primeiro momento, adotar um bebê, mas a realidade que encontra nas unidades acolhedoras é bem diferente, pois, em sua maioria, as crianças disponíveis para adoção são de uma faixa etária que vai de 5 a 17 anos", explica a assistente social Emeriana Silva.

Por isso todo o esforço dos profissionais envolvidos no sistema de acolhimento e de busca por famílias para essa crianças e adolescentes é pela conscientização da população para os direitos que essas crianças têm de uma convivência familiar. Para isso é preciso dar visibilidade à situação e encontrar famílias interessadas em dar amor, carinho e atenção a quem, por algum motivo, seja por abandono, maus tratos ou abuso, acabou sendo destinada à situação de acolhimento institucional.

"O acolhimento institucional deveria ser uma situação provisória, até que essas crianças encontrassem uma família, porém, muitas vezes, a idade avança e o desejo delas não se realiza, o que para todos envolvidos é muito dramático", comenta Saionara Oliveira, também assistente social do Núcleo Psicossocial do 2º Juizado da Infância e da Juventude.

Hoje, Porto Velho conta com quatro crianças e adolescentes disponíveis para adoção entre 4 e 16, sendo a de 4 anos, especial. Três delas são adolescentes e ilustram a campanha com a frase "O que mais quero é ter uma família", resposta unânime quando as profissionais perguntam sobre o que esperam para o futuro.

Ao completar 18 anos, elas são obrigadas, por lei, a deixar as unidades de acolhimento, o que para as profissionais é bastante frustrante. Daí o empenho de todos no sentido de sensibilizar a população.

 

Mudança de perfil

Apesar das situações relatadas, o número de crianças maiores adotadas tem aumentado a cada ano em todo Brasil, inclusive em Porto Velho, graças às campanhas realizadas e aos próprios exemplos exitosos divulgados por pais adotivos e por instituições ligadas à adoção.

O Juizado da Infância e da Juventude também realiza curso de adoção aos pretendentes o que ajuda a mudar a concepção de muitas pessoas sobre o ato de adotar.

"Significa que as pessoas estão vencendo os preconceitos e reconhecendo a possibilidade de ser pai ou mãe de crianças ou adolescentes maiores, e não apenas de bebês ", finalizou Emeriana.

 

Assessoria de Comunicação Institucional

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