A Divisão de Saúde do Tribunal de Justiça de Rondônia faz um alerta este mês de novembro que reúne datas importantes para o incentivo ao cuidado da saúde auditiva. Uma dessas datas é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez que é celebrado em 10 de novembro e tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da audição.
Qual é a importância de alertar sobre a saúde dos ouvidos?
Além do envelhecimento, a falta de prevenção e cuidados com a saúde dos ouvidos é a principal causa de surdez.
É possível prevenir os problemas auditivos?
Muitos problemas de surdez que surgem na fase adulta poderiam ser prevenidos na infância.
Algumas medidas de prevenção são essenciais para manter uma audição saudável. São elas:
1 - Respeite os intervalos de repouso sonoro quando a exposição a altos níveis de intensidade é constante;
2 - Use protetores auditivos quando recomendado, principalmente em locais de trabalho que causam risco à audição pela exposição a altos níveis de intensidade sonora;
3 - Objetos pontiagudos devem estar sempre afastados do ouvido;
4 - O cotonete deve ser usado para limpeza do excesso de cera na parte mais externa do ouvido e para secar a orelha. Jamais deve ser introduzido no canal;
5 - Evite a automedicação;
6 - Evite a exposição prolongada a sons em forte intensidade. Para isso, controle o volume do seu smartphone, TV, som do carro e fone de ouvido.
Comemorado também neste mês, o Novembro Laranja é a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, Misofonia e Hiperacusia.
Cada um deles tem o seu dia de conscientização: 11 de novembro para Zumbido, 12 de novembro para Misofonia e 13 de novembro para Hiperacusia, todos juntos no Novembro Laranja.
O que é o zumbido?
É o som que as pessoas escutam dentro dos ouvidos, especialmente no silêncio (apito, chiado, cigarra etc.)
O que causa o zumbido?
Rastrear a origem deste quadro não é fácil, pois o problema não se trata propriamente de uma doença, e sim, de um sintoma. Algumas das principais causas são complicações no sistema auditivo, doenças neurológicas, problemas odontológicos e até mesmo desvios na coluna.
O que fazer quando tem zumbido?
Evite pensar que o zumbido melhora sozinho: quanto antes começar o tratamento, maior a chance de sucesso. A escolha do melhor tratamento vai depender da causa. Como as causas são variadas, o tratamento pode se basear em acompanhamentos multidisciplinares. Por isso é imprescindível investigar corretamente a origem de cada caso.
As mais fáceis de prevenir são sons altos (trabalho/lazer), erros alimentares (jejum, abuso de doces e cafeína) automedicação e estresse.
O que é a Misofonia?
É a intolerância seletiva a sons comuns (mastigar, mascar, fungar, pigarrear, digitar, clicar caneta e etc.).
Ela começa na infância ou adolescência e por falta de conhecimento, esses jovens são considerados chatos e antissociais. Isso parece frescura, mas não é!
Misofonia é comum?
Sim, cada vez mais. Ela pode ser hereditária e afetar mais pessoas na mesma família.
O que sente quem tem Misofonia?
A misofonia provoca uma reação forte, rápida e incontrolável de raiva com quem produz os sons repetitivos.
Isto é fora do controle de quem tem o problema, por isso piora o relacionamento familiar, profissional e social.
Tratamento
Pode ser multidisciplinar e, quanto antes começar, mais rápido a qualidade de vida melhora. Os profissionais mais envolvidos na investigação e tratamento são médicos (otorrinos, neurologistas e psiquiatras) fonoaudiólogo e psicólogos.
Os casos mais simples já melhoram com informação; outros, precisam de medicação e/ou terapia sonora para dessensibilização do incômodo com os sons. Técnicas comportamentais como terapia e neurofeedback também podem ajudar.
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Esse é um jeito anônimo e simples de avisar as pessoas que os sons que elas produzem podem ser irritantes. Quem envia e-mail fica anônimo, escolhe os sons que incomodam e que gostaria que as pessoas soubessem. Quem recebe o e-mail lê informações sobre Misofonia, incluindo os sons escolhidos por quem enviou (www.misofonia.com.br)
Todo mundo tem um limite para tolerar sons. Hiperacusia é a diminuição da tolerância ao volume dos sons comuns, como TV, música, conversas, trânsito, eletrodoméstico etc.
Diferente do que se pensa, isso não é “escutar bem demais”, mas sim, se incomodar demais com o volume dos sons.
O que sente quem tem Hiperacusia?
Algumas pessoas conseguem controlar o volume dos sons dentro da própria casa e não sofrem tanto. Outros, ficam muito irritados por causa de familiares que gostam de sons altos ou por terem desconforto (escola/faculdade, trabalho, eventos sociais etc.). As consequências mais comuns são o isolamento familiar e social, além do estado depressivo.
Existe tratamento?
Sim, os casos mais simples melhoram com informação, evitando o uso excessivo de protetor auditivo), outros precisam de medicação e/ou terapia sonora para dessensibilização com os sons.
Caso os magistrados, servidores e dependentes tenham algum sintoma auditivo, a Disau oferece um serviço de teleatendimento em fonoaudiologia e presencial neste momento.
Comunicação Interna